Reunindo o Natal

Reunindo o Natal

Há mais de cem anos, muitos apreciam O Quebra-Nozes. O balé começa com a família e os amigos reunidos na véspera de Natal. O presente de um quebra-nozes desencadeia uma aventura fantástica para uma garotinha chamada Clara, completa com soldados de pão de gengibre, flocos de neve dançantes, um belo príncipe e uma fada de ameixa doce. O público de todo o mundo adora a história imaginativa, a inesquecível trilha musical de Tchaikovsky e a coreografia e os cenários fantásticos. Mas pelo menos parte da magia de O Quebra-Nozes acontece na reunião – a reunião de pessoas diferentes, não apenas no palco, mas também na plateia.

Reunir-se também é uma grande parte da magia do Natal. Há algo nessa época que reúne famílias e amigos. Em alguns casos, estamos dando continuidade a uma tradição de gerações. Em outros, esperamos iniciar uma nova tradição. De qualquer forma, sentimos que o Natal foi feito para ser compartilhado, para ser vivenciado em conjunto. Ele envolve dar, receber e se conectar.

De certa forma, reunir-se é um ato de fé. Nós nos reunimos no Natal porque acreditamos – entre outras coisas – uns nos outros, na humanidade, na ambiciosa promessa de paz na Terra repetida a cada Natal. E quando nos reunimos, algo especial acontece, até mesmo algo sagrado. Desejamos alegria e felicidade uns aos outros. Olhamos para além das diferenças e vemos esperanças e desejos comuns. Talvez ainda haja mal-entendidos e discordâncias. Isso é quase inevitável quando as pessoas se reúnem. Mas mesmo que seja apenas por algumas horas, nossa reunião nos leva um pequeno passo mais perto da paz na Terra.

Assim como a família em O Quebra-Nozes, muitas famílias se reúnem na véspera de Natal. Uma tradição comum é ler a história de Natal encontrada em Lucas, capítulo 2. Lá lemos sobre “boas novas de grande alegria”.[1] Repetimos o apelo angelical de “paz, boa vontade para com os homens”.[2] Lemos sobre a santa reunião em torno da humilde manjedoura. Refletimos sobre os ensinamentos de Jesus Cristo. E essas palavras, se permitirmos, podem nos mudar. Sentimo-nos mais inclinados a abrir nosso coração aos outros. Nosso amor pelo Senhor fortalece nosso amor uns pelos outros e por todos os filhos de Deus. Sentimo-nos motivados a nos reunir, a nos juntar verdadeiramente, por mais diferentes que sejamos. E, ao nos reunirmos, sentimos o amor de Deus, porque é o Seu amor, em última análise, que nos une.

[1] Lucas 2:10.
[2] Lucas 2:14.


28 de dezembro de 2025
Número da transmissão 5.024

O Coro do Tabernáculo
Orquestra na Praça Tempe

Maestro(s)
Mack Wilberg
Ryan Murphy

Organista
Andrew Unsworth

Anfitrião
Derrick Porter

Joy to the World
Lowell Mason; Arr. Mack Wilberg

‘How Far Is It to Bethlehem?
Canção inglesa; Arr. Mack Wilberg

Of the Father’s Love Begotten
Cantochão do século XIII; Arr. Andrew Unsworth

There Are Angels Hov’ring Round
Espiritual tradicional; Arr. Ryan Murphy

Go, Tell It on the Mountain
Espiritual afro-americano; Arr. Ryan Murphy

Hallelujah, de Messiah
George Frideric Handel