Guardião do meu irmão
Há 1.600 anos, Santo Agostinho ponderou sobre uma questão atemporal: Como decidimos a quem devemos ajudar? Ele escreveu: “Uma vez que você não pode fazer o bem a todos, você deve prestar atenção especial àqueles que, por acidentes de tempo, lugar ou circunstância, são colocados em contato mais próximo com você”.[1]
Seu conselho continua sendo tão relevante hoje em dia. Cada um de nós tem a oportunidade – e até mesmo a responsabilidade – de prestar atenção especial àqueles que se relacionam conosco.
Conexão é uma palavra que ouvimos com frequência hoje em dia. No entanto, mesmo que a tecnologia conecte o mundo mais estreitamente do que nunca, nada pode substituir o valor de um ser humano que percebe e faz o bem para outro.
Em muitos aspectos, o ser humano é como uma flor. Quando uma flor recebe a quantidade certa de luz, ar e nutrientes, ela se abre e floresce, revelando sua beleza. Mas sem esses elementos favoráveis, ela fecha suas pétalas para se proteger, escondendo sua beleza natural. Da mesma forma, cada um de nós precisa da luz, do ar e dos nutrientes do amor humano, da amizade, da aceitação e do pertencimento – nutrientes que nos permitem abrir, florescer e desabrochar plenamente.
Uma maneira de recebermos esses nutrientes, esses sentimentos calorosos em nosso coração, é oferecendo-os a outras pessoas. O Novo Testamento diz: “Nisto conhecemos o amor de Deus, porque ele deu a sua vida por nós; e nós devemos dar a vida pelos irmãos. Mas qualquer que tiver bens do mundo e, vendo o seu irmão necessitado, lhe cerrar as suas entranhas de compaixão, como estará nele o amor de Deus? Meus filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade.”[2]
Que cada um de nós, como pede um amado hino, “seja o guardião de seu irmão”. Que mostremos “coração gentil” àqueles cujas “tristezas” nossos “olhos não podem ver” – aos “feridos”, aos “cansados”.[3]
Que possamos fazer nossa parte para ajudar a luz de Jesus Cristo a brilhar intensamente para os outros, curando e ajudando as flores humanas nos campos da vida que nos cercam a desabrochar. Ao fazermos isso, veremos a luz de Seu amor crescer dentro de nós. Pois Jesus Cristo é uma luz que não tem fim, uma luz que nunca pode ser obscurecida. [4]
[1] Santo Agostinho, On Christian Doctrine, em quatro livros, Christian Classics Ethereal Library, 39, ccel.org/ccel/a/augustine/doctrine/cache/doctrine.pdf.
[2] 1 João 3:16-18.
[3] “Lord, I Would Follow Thee” [Senhor, eu te seguiria], Hymns, nº 220.
[4] Ver Mosias 16:9.
18 de janeiro de 2026
Número da transmissão 5.027
O Coro do Tabernáculo
Orquestra na Praça Tempe
Maestro(s)
Mack Wilberg
Ryan Murphy
Organista
Brian Mathias
Anfitrião
Derrick Porter
With Songs of Praise
Newell Kay Brown, arr. Mack Wilberg
Ouçam, todas as nações!
George F. Root, arr. Mack Wilberg
Finale, da Sinfonia no. 6
Charles-Marie Widor
Who Will Buy?, de Oliver
Lionel Bart, arr. Michael Davis
Lord, I Would Follow Thee
K. Newell Dayley, arr. Ryan Murphy
Standing on the Promises
Russell K. Carter, arr. Ryan Murphy